domingo, 18 de fevereiro de 2018

Mulheres e a Defesa da Liberdade

Neste vídeo converso com Vitória Santos e Fernanda Mansano sobre a defesa da liberdade, tamanho do Estado, feminismo, igualdade de oportunidades, família, e a discriminação sofrida por elas. Para assistir clique aqui

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Considerações sobre a Intervenção Federal no Rio de Janeiro

Exposição constante e por tempo prolongado sempre resulta em algum grau de contaminação” (Spock)

A situação no Rio de Janeiro estava claramente fora de controle. Impossível não ficar chocado com a escalada da violência e com as cenas vistas durante o carnaval carioca. Mas resta a pergunta: a intervenção federal no Rio de Janeiro é a melhor solução? Minha resposta: Não, a intervenção federal não é a melhor das soluções. Contudo, é forçoso dizer que entre o rol de possibilidades a intervenção federal no Rio de Janeiro me parece ser a melhor das soluções disponíveis ao governo federal no momento. Em resumo, creio que o governo federal acertou ao implementar a medida. Nao creio que seja a solução de longo prazo, mas no curto prazo fará bem ao Rio de Janeiro.

Me parecem levianas as acusações de que o governo federal decretou a intervenção para mudar o foco da discussão da reforma da previdência. Mas me assusta o governo federal assumir a possibilidade de “dar um tempo” na intervenção caso seja possível votar a reforma da previdência. Sejamos claros: isso é inconstitucional. A Constituição Federal não dá margens a dúvidas: não é possível votar PEC durante intervenção federal. Encontrar um termo jurídico para suspender a intervenção, enquanto se vota a PEC da previdência, não muda a realidade fática. Em palavras, creio que o STF derrubaria essa manobra.

No curto prazo, a presença das tropas irá aumentar a sensação de segurança e reduzir a violência no Rio de Janeiro. No longo prazo já não sou otimista. Com o passar do tempo os mesmos vícios de antes irão contaminar as tropas novas, e o desastre estará de volta talvez com mais força ainda. Mas o objetivo da intervenção militar é claramente de curto prazo, e nesse sentido é importante a discussão do longo prazo. O que pode ser feito para a longo prazo garantir a volta da segurança e normalidade no Rio de Janeiro?

Uma sugestão que me parece vital é aproveitar essa oportunidade para trocar parte significativa dos comandantes de batalhão e treinar lideranças novas, aproveitar o trabalho de inteligência já feito e tentar prender líderes do tráfico e das milícias, desmobilizando com a força do exército esses dois poderosos fatores de instabilidade.

Sou contra o uso constante e prolongado de tropas do exército no combate ao crime, com o tempo tal exposição tende a deixar marcas no próprio exército. Mas no momento atual essa me parece uma solução acertada do governo federal. Contudo, devemos deixar claro que tal solução tem um único objetivo: manter, no curto prazo, um mínimo de ordem no Rio de Janeiro até que o próximo governador tente por a casa em ordem.

Por fim, devo ressaltar que os índices de violência no nordeste são bem piores do que no Rio de Janeiro. Será que teremos intervenção também nesses estados? Óbvio que existem limites a esse procedimento, e óbvio que essa não é a solução de longo prazo adequada.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

A história de uma camiseta numa loja chique de Nova York

Estava passeando em Nova York quando decidi entrar numa loja chique, daquelas descoladas que parecem do povão. Parecem do povão, mas são lojas que só vendem produtos para bacanas cheios da grana. Foi então que me deparei com uma camiseta branca com os dizeres:

"Fuck Trump"

Fiquei a admirar a camiseta e chamei o vendedor. Ele sorriu, eu sorri. Disse que gostei da camisa, ele disse que já tinha uma daquela. Perguntei se não era ofensivo andar com uma camisa ofendendo um presidente americano. Ele respondeu que era seu direito protestar e defender o que acredita. Eu gostei da explicação.

Perguntei se tinha uma camisa do meu tamanho, ele respondeu que sim e que iria buscar. Então eu disse a ele que gostei da camisa, mas gostaria de uma com outros dizeres. Ele sorriu, eu sorri e pedi uma camisa com os dizeres "Fuck Obama" ou então "Fuck Bill Clinton". Ele parou de sorrir, disse que meu pedido era ofensivo. Ele disse que Trump era um assediador de mulheres. Eu respondi que Bill Clinton tinha sido acusado de coisa pior... ele pediu que me retirasse da loja, caso contrário chamaria a segurança. Eu sai da loja, ele não sorria mais. Em seu rosto havia apenas ódio e indignação.

Para deixar as coisas claras: ACHO COMPLETAMENTE ERRADO usar camisas com os dizeres "Fuck Obama" ou "Fuck Clinton". Nada tenho para ofender presidentes americanos, e de maneira alguma usaria ou compraria esse tipo de camisa. Meu ponto é apenas um: o duplipensar progressista. Para eles ofender um presidente americano é um direito e uma ofensa AO MESMO TEMPO. É um direito se eles não gostam do presidente, mas é uma ofensa se eles gostam. Esse é mais um resultado do politicamente correto que tomou conta da esquerda caviar (como Rodrigo Constantino gosta de chamá-las).

Se você visitar Nova York poderá confirmar essa história.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

O Viaduto de Brasília e o Desabamento das Obras Públicas pelo Brasil

Nessa semana Brasília, e o Brasil. se chocaram com o desabamento de um viaduto em Brasília. Na construção de Brasília esse viaduto levou 40 dias para ser construído, hoje sua reforma levará mais de 6 meses. Resta então a pergunta: dado que a tecnologia melhorou, dado que a qualidade do maquinário e dos materiais aumentou, como é possível que se leve mais tempo hoje do que há 60 anos para se realizar a mesma obra?

Em primeiro lugar, ressalto que essa tragédia não é restrita a Brasília. O Brasil inteiro sofre com o mesmo problema: o tempo necessário para realizar obras públicas aumentou exponencialmente nos últimos 60 anos e a qualidade do serviço piorou. Veja o caso do Viaduto em Belo Horizonte, que estava no rol de obras para a copa do mundo, e igualmente desabou. Não são exemplos isolados, são vários os casos de obras públicas que levam infindáveis anos para serem concluídas. Além do tempo prolongado essa obras tem outro fator negativo, geralmente apresentam um nível de qualidade reprovável.

O tempo prolongado de execução, e a baixa qualidade, das obras públicas atuais em comparação com as obras públicas das décadas de 1950 e 1960 tem uma origem: o agigantamento da burocracia relacionada a obras públicas. 

Devemos lembrar que o setor privado também tem sofrido muito com o problema do tempo de execução de obras. Mesmo empresas privadas estão sofrendo com o aumento no tempo necessário para a execução de seus projetos. Basta olhar para a construção de novas fábricas ou para a reforma e expansão de algumas plantas: a burocracia relacionada a construção está minando a agilidade do setor privado.

Hoje a burocracia estatal associada a construção/reforma/ampliação de obras está implicando em obras públicas quase intermináveis e com um baixo padrão de qualidade. Associado a isso, essa mesma burocracia aplicada ao setor privado tem resultado em atrasos/desistências da construção/ampliação de plantas industriais.

Claro que devemos ter um controle rígido sobre os recursos públicos, claro que devemos ter um alto grau de proteção ambiental. Mas resta a pergunta: nossa legislação atual fornece isso? A impressão que tenho é que nosso arcabouço institucional está gerando um grande atraso nas obras, e piorando a qualidade das obras públicas, sem em contrapartida oferecer menos corrupção e maior qualidade ambiental.

Em resumo, estamos com o ônus da burocracia mas não com o bônus. Necessário repensar nossa legislação referente a obras públicas para que possamos combater a corrupção, e garantir a qualidade do bem público num intervalo de tempo razoável. A legislação atual não impede a corrupção (como pode ser notado em qualquer manchete de jornal), mas implica numa deterioração da qualidade e aumento do tempo de execução da obra pública.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Flavio Rocha, Gabriel Kanner, e Alexis Fonteyne explicam o que é o Brasil 200

Nesta entrevista Flavio Rocha, Gabriel Kanner, e Alexis Fonteyne nos explicam o que é o Brasil 200, seus objetivos, sua origem, e o que podemos esperar dessa projeto de nação. Em minha opinião, o Brasil 200 é um dos mais importantes projetos de nação elaborados nas últimas décadas. Para assistir clique aqui.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Brasil 200: Entrevista com Flavio Rocha, Gabriel Kanner, e Alexis Fonteyne

Você sabe o que é o Brasil 200? Esse é simplesmente um dos mais importantes projetos de nação já elaborados nas últimas décadas.

Flavio Rocha, Gabriel Kanner, e Alexis Fonteyne irão nos explicar o que é, como surgiu, quais seus propósitos, e tudo aquilo que você sempre quis saber sobre o Brasil 200.

Entrevista ao vivo com Flavio Rocha, Gabriel Kanner, e Alexis Fonteyne
Data: 28/01/2018 (Domingo)
Horário: 21:00 horas
Assista ao vivo no meu canal de Youtube: Adolfo Sachsida

Ressalto que sou um admirador dessa importante iniciativa. Vamos divulgar esse projeto de nação!

sábado, 13 de janeiro de 2018

Um Pedido a Todos os Deputados Estaduais e Vereadores: NÃO deixem os governadores e os prefeitos destruírem os fundos de pensão dos funcionários!

Sejamos claros: vários governadores e prefeitos estão usando recursos do fundo de previdência dos funcionários públicos estaduais e municipais para fecharem as contas. Tal procedimento necessita de aprovação da Assembleia Legislativa (ou da Câmara de Vereadores). Faço aqui meu pedido a Todos os Deputados Estaduais e Vereadores: NÃO deixem os governadores e os prefeitos destruírem os fundos de pensão dos funcionários estaduais e municipais.

O governador do Distrito Federal já meteu a mão no fundo de previdência dos funcionários do Distrito Federal. Vários outros estados e municípios estão fazendo o mesmo. E depois? O que irá acontecer quando esses funcionários se aposentarem??? Óbvio que esse problema é uma bomba relógio, os governadores estão empurrando esse problema para o futuro. No futuro essa conta será muito mais pesada e difícil de pagar do que se o problema fosse enfrentado hoje.

Esse ano é ano eleitoral. Governadores querem gastar mais recursos, querem contratar mais funcionários, pois acreditam que assim sua chance de reeleição aumenta. Sim, isso pode ser verdade. Mas a que custo? Ao custo de sacrificar mais ainda as já destruídas contas públicas. E aqui cabe um alerta: é óbvio que nesse ritmo os estados caminham para se transformarem em insolventes no futuro. Isto é, ao aumentar os gastos públicos em vez de reduzí-los os governadores transferem para o próximo governador eleito o custo do ajuste. Em breve teremos vários "Rio de Janeiros" espalhados pelo país. Estados sem capacidade de sequer pagar o salário de seus funcionários e pensionistas.

Peço que os deputados estaduais e vereadores lutem contra isso. Não permitam que os governadores e prefeitos usem recursos destinados a pagamento futuro de aposentadorias para o pagamento de outras despesas.

Repito:  os fundos de pensão estaduais e municipais são uma verdadeira bomba relógio, prontas para explodirem nos próximos anos. É dever dos deputados estaduais e vereadores não permitir que governadores e prefeitos piorem ainda mais essa situação.

Um último alerta: o governo federal precisa ficar atento a essa destruição dos fundos de previdência dos funcionários públicos estaduais e municipais. Afinal, quem você acha que será obrigado a pagar essa conta quando os estados e municípios falirem??? É óbvio que essa conta vai cair no colo do governo federal, isto é, todos os contribuintes brasileiros serão obrigados a pagar a conta da irresponsabilidade de alguns governadores e prefeitos. Pior que isso, aqueles estados e municípios que estão ajustando suas contas serão obrigados a socorrerem os estados e municípios irresponsáveis. Em outras palavras, os responsáveis serão obrigados a pagar a conta gerada pelos irresponsáveis. Pior que isso: governadores e prefeitos honestos, que realizaram o ajuste fiscal e pagaram o preço político disso verão o governo federal premiando os governadores e prefeitos irresponsáveis. Isso simplesmente não é correto!

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