sexta-feira, 23 de junho de 2017

quinta-feira, 15 de junho de 2017

1989 o ano que pode voltar

O Brasil teima não apenas em repetir seus erros, mas também desafia a ciência e volta constantemente no tempo. Tal como alertei diversas vezes os anos Dilma se assemelhavam perigosamente com os anos Geisel.

Agora é a vez de 2018 se assemelhar cada vez mais com o ano de 1989. No lado político, tal como em 1989 teremos um monte de candidatos disputando a presidência da República com chances. Em 1989, tínhamos Collor, Ulysses, Covas, Afif, Freire, Lula, Brizola, Affonso Camargo, Aureliano Chaves, entre outros. Em 2018 teremos igualmente um cenário político fragmentado e com vários políticos sem grande apoio partidário correndo por fora na eleição.

Ainda no lado político, em 1989 o presidente Sarney não contava nem com apoio no Congresso e nem com apoio popular. Os meses finais de seu governo foram um verdadeiro suplício, caracterizados por um imobilismo crônico, um verdadeiro empurrando com a barriga. Notem que destino semelhante parece aguardar o presidente Temer em 2018.

No lado econômico, 1989 foi um ano interminável. Inflação alta, caos econômico, confusão completa. Só para dar ao leitor uma ideia do caos, em 1989 a inflação (medida pelo INPC) atingiu incríveis 1.863%. Para 2018 NÃO ACREDITO num descontrole inflacionário. Contudo, outros indicadores são assustadores, em especial a taxa de desemprego e a péssima situação das contas públicas federais, estaduais, e municipais.

O lado político fraco e os sérios problemas econômicos que nos esperam em 2018 me fazem lembrar daquele fatídico ano de 1989. Hoje, em minha opinião, a principal missão desse governo (ou de outro que o substitua) é entregar um país minimamente governável para o próximo presidente eleito em 2019. Creio que a manutenção do governo Temer, além de escandalosamente imoral, tende a tornar a transição para 2019 mais difícil e sujeita a maiores problemas. Um novo governo eleito indiretamente pelo Congresso Nacional, além de ser o correto do ponto de vista legal, tenderia ao menos a garantir um apoio político mínimo para, com uma agenda econômica centrada nas reformas microeconômicas, entregar um país governável para que o próximo presidente eleito pelo povo faça as reformas macroeconômicas necessárias.

sábado, 10 de junho de 2017

Meus Sete Motivos para Apoiar Bolsonaro em 2018

As eleições ainda estão longe, é verdade. Mas a recente decisão do TSE, de não cassar a chapa Dilma-Temer, foi a gota d'agua para mim. Ficou claro que o Brasil precisa urgentemente mudar seu establishment político, intelectual, jurídico, e econômico. Ou mudamos ou estaremos condenados a repetir eternamente a sina de promessas para um futuro de prosperidade que nunca se realiza.

Abaixo meus sete motivos para apoiar Bolsonaro em 2018.

1) Bolsonaro não sabe muito de economia, mas ele é o primeiro a reconhecer isso. Entre alguém disposto a reconhecer que não sabe economia e outro que se acha gênio (tal como Dilma e Serra), fico com quem admite a lacuna de conhecimento nesse área e está disposto a ouvir quem entende.

2) Bolsonaro não está envolvido em escândalo algum de corrupção.

3) Bolsonaro foi um baluarte de luta constante contra o PT e as esquerdas.

4) Bolsonaro não se dobra ao politicamente correto.

5) Bolsonaro é pró-arma, e já deu sinais claros de que pretende abrir a economia e diminuir o tamanho do Estado.

6) Bolsonaro é contra as invasões de terra e badernas promovidas por grupos de esquerda.

7) Bolsonaro defende a polícia, é contra o aborto, e não tem vergonha de admitir que é de direita.

Bolsonaro tem falhas? Claro que tem! Muitas inclusive. Contudo, no cenário atual, ele me parece sim o candidato mais apto a romper com o establishment, e realizar as mudanças de que nosso país tanto necessita.

Por que o TSE jogou a legislação no lixo? Afinal, para que serve o TSE?

Ontem o Tribunal Superior Eleitoral jogou no lixo a legislação. A pergunta relevante é por que o TSE fez isso? Vou dividir esse post em duas partes: na primeira explico os motivos "jurídicos" adotados pelo TSE. Na segunda especulo sobre esse grave fato.

Logo após a eleição presidencial de 2014 o PSDB entrou com 4 ações de cassação da chapa Dilma-Temer. Motivo: abuso de poder político e econômico. Entre os pontos levantados, os advogados do PSDB expunham o uso de recursos ilícitos decorrentes de corrupção na Petrobras repassados por empreiteiras a chapa Dilma-Temer.

Os depoimentos de Marcelo Odebrecht e do casal marqueteiro (Monica Moura e João Santana), aliados a amplo conjunto probatório que inclui além de provas testemunhais provas documentais e periciais, não deixam dúvidas quanto a veracidade da denúncia apresentada contra a chapa Dilma-Temer

Os ministros do TSE que votaram pela absolvição da chapa argumentaram que na época da denúncia os depoimentos, e demais provas, apresentadas por Marcelo Odebrecht e pelo casal marqueteiro não eram disponíveis. Logo não poderiam ser levados em consideração no julgamento. Argumentavam que, por se tratar de fato novo, não poderiam ter sido incluídos no julgamento. Argumentavam ainda que a denúncia original contra a chapa Dilma-Temer se referia a doações legais, enquanto os depoimentos de Odebrecht (e do casal de marqueteiros) referia-se a doações ilegais. Sendo assim, analisar isso seria incorreto. Afinal o juiz estaria julgando o que não estava sendo pedido (o que tecnicamente é conhecido por extra petita).

Os argumentos acima são conhecidos por "pedaladas jurídicas". Subterfúgios absurdos, com pouquíssima aderência ao uso do bom direito. Argumentos usados muito mais para embasar uma decisão previamente tomada do que para se chegar a verdade do processo. Um exemplo: suponha que os advogados do PSDB tivessem pedido a cassação da chapa Dilma-Temer com base no argumento de que as urnas eletrônicas foram fraudadas. Neste caso, os juízes do TSE estariam corretos. Não poderiam julgar pela cassação da chapa utilizando os depoimentos de Marcelo Odebrecht (e do casal de marqueteiros) pois estes se referiam a corrupção, e não a adulteração das urnas eletrônicas.

Ora, no pedido inicial de cassação da chapa Dilma-Temer podia-se ler com clareza: abuso de poder político e econômico, decorrente do uso de recursos provenientes de corrupção na Petrobras. Os depoimentos de Odebrecht (e de Monica Moura e João Santana) ressaltavam justamente isso. Ora dinheiro não tem carimbo, como diferenciar doações provenientes de recursos de origem legal dos de origem ilegal? Boa parte das doações da Odebrecht entraram como caixa 1, dinheiro registrado, mas nem por isso de origem lícita. A partir do momento em que se comprovou que recursos ilícitos foram utilizados na campanha de Dilma-Temer, e que tais recursos foram de magnitudes expressivas, resta comprovada a demanda original dos requerentes o que implicaria na cassação da chapa.

Nada do que disse acima é novidade. No mundo jurídico, poucos advogados atribuem o resultado do TSE ao brilhantismo da argumentação da defesa. Então, resta a pergunta: por que o TSE jogou a legislação no lixo e não cassou a chapa Dilma-Temer? Existem diversas respostas: a) talvez os ministros do TSE estivessem preocupados com a governabilidade do país; b) talvez estivessem preocupados com o precedente do TSE cassar um presidente eleito; c) talvez alguns dos ministros não se sentissem confiante o bastante para cassar uma chapa presidencial eleita; e d) outros motivos menos nobres.

Qualquer que seja a resposta acima, resta uma dúvida: para que serve o TSE? Para que serve um Tribunal que não segue a lei? Por que gastar quase R$ 2 bilhões por ano com a justiça eleitoral (uma verdadeira jabuticaba brasileira)? Enfim, o TSE jogou o estado de direito no lixo.... paro por aqui, mas creio que o leitor perspicaz já entendeu meu ponto.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

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